Projeto Carbono das Nascentes do Xingu

O Projeto consiste na restauração de vegetação nativa em matas ciliares degradadas em propriedades privadas na Bacia Hidrográfica do rio Xingu, no Estado do Mato Grosso. Os benefícios climáticos são consequência direta da atividade de restauro, já que o uso do solo atual não fixa carbono e, portanto, as atividades de restauração florestal geram remoções líquidas de CO2.

O Projeto Carbono das Nascentes do Xingu, parte do PoA Xingu, irá remover 61.533 toneladas de CO2 da atmosfera pelo período de 30 anos. As atividades de restauro do Projeto se inserem na Campanha ‘Y Ikatu Xingu, existente na região das cabeceiras do rio Xingu com o propósito de proteger e recuperar as águas do Xingu e dos seus formadores. Trata-se de uma Campanha compartilhada entre diferentes atores sociais – agropecuaristas, produtores familiares, populações indígenas, organizações da sociedade civil, prefeituras, entre outros – que tem responsabilidade compartilhada, porém diferenciada, com relação à proteção das águas do Xingu. Este é o lema da Campanha, que coloca trabalhando junto para um objetivo comum, atores sociais antagônicos, que até recentemente não dialogavam. Este talvez seja o principal benefício social do projeto, porém certamente não o único.

A Rede de Sementes do Xingu, formada com a Campanha e com as atividades de restauro florestal, fornece a matéria prima aos produtores rurais para colocar em prática as atividades de restauro – as sementes – e gera renda para os coletores – índios e pequenos produtores familiares, muitos deles mulheres. É uma iniciativa que valoriza a floresta em pé. Os benefícios à biodiversidade se dão porque, além de promover o restauro florestal das margens de rios e áreas alagadas, protegendo e recuperando bens e serviços ambientais ligados à água, tais restauros aumentam a conectividade da paisagem, em uma área hotspot de biodiversidade, ecótono de dois biomas importantes – cerrado e Amazônia, que se encontram sob forte pressão das atividades agropecuárias.

Para mais informações escreve: carbononascentesdoxingu@socioambiental.org