Hora do teste!

ARSX inicia o ano com testes de  qualidade das sementes

Desde 2006 a Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX) monitora a qualidade do seu principal produto: as sementes. Por meio de diferentes procedimentos, os técnicos avaliam em canteiros à céu aberto as taxas de emergência, que é quando desponta a primeira folha da planta, além de informações sobre cor e ocorrência de fungos e insetos.  

¨Esses testes são importante para saber se as espécies estão germinando bem. Eles nos dão a informação sobre a qualidade da semente, se está sendo coletada de maneira correta, no ponto correto, ou se há algum problema na produção da semente ¨, conta João Carlos Pereira, engenheiro florestal e colaborador da ARSX.

Natanael Lopes, colaborador da ARSX em teste no viveiro de Canarana. Foto: João Carlos

Juntamente com Natanael Lopes, consultor da rede, João já começou os testes de 2019 nos canteiros da Casa de Sementes, em Canarana (MT). As análises são realizadas por meio da observação, com a contabilização do tempo e da quantidade de sementes brotadas para assim chegar até a  porcentagem de emergência de cada espécie.

¨A duração dos testes varia porque algumas espécies demoram dois meses e outras até três anos para nascerem ¨, explica Eduardo Malta, coordenador técnico de restauração florestal do Instituto Socioambiental (ISA) e colaborador da ARSX.

Além de trazer resultados que são apresentados aos compradores e aos coletores das sementes, os testes possibilitam identificar procedimentos técnicos como a profundidade de semeadura, o substrato ideal e quais espécies precisam ter quebra de dormência da semente e de que forma: por escarificação, embebição em água  ou choque térmico.

¨Dessa forma, os testes em canteiros ajudam a melhorar continuamente a qualidade das sementes comercializadas pela rede e os seus resultados em campo para os clientes¨, frisa João.

Conhecimento compartilhado

Os resultados também são levados nas reuniões com os coletores e servem para identificar as melhores técnicas de coleta, beneficiamento e pré-armazenamento que eles desenvolvem em campo para assim melhorar a qualidade das sementes ao longo do anos. ¨Da mesma forma avaliamos o trabalho nas Casas de Sementes principais porque o armazenamento inadequado também pode alterar a germinação das sementes¨, conta João.

Além dos testes na Casa de Sementes, a Universidade Estadual do Mato Grosso – UNEMAT,  também realiza testes mais elaborados, chamados testes de germinação. Por serem realizados em ambiente controlado, esses testes identificam o grau de pureza, umidade e outros atributos das sementes. ¨No laboratório são analisadas, prioritariamente, as espécies que têm protocolo de análise publicado pelo Ministério da Agricultura e das quais se exige emissão de laudo do laboratório¨, explica Eduardo.

Para os próximos anos, as  Casas de Sementes de Nova Xavantina e Porto Alegre do Norte também receberão estruturas novas para realizarem os testes. Segundo Eduardo, isso é importante porque melhora as condições dos experimentos ao proteger da chuva, de pragas e insetos. ¨Ao longo dos anos, por conta desses testes, conseguimos aperfeiçoar a produção de sementes de embaúba, buriti e diversas outras espécies¨, finaliza.

Deixe um comentário